31/08/2011 16h47 - Atualizado em 31/08/2011 16h58
Na Câmara, líder estudantil diz que Chile reprime protestos com 'guerra'
Camila Vallejo falou em audiência na Comissão de Direitos Humanos.
Antes, ela participou de ato em Brasília que pediu verbas para educação.
Camila Vallejo durante audiência na Comissão deDireitos Humanos da Câmara, ao lado da deputada
Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) (Foto: Naiara Leão /
G1)
Segundo ela, estudantes são torturados, reprimidos por jatos de água e bombas de gás que, conforme a estudante, eram utilizadas durante a ditadura de Augusto Pinochet.
"Nos dias de manifestação, Santiago fica como se estivesse em estado de sítio, onde não se assegura nem o direito de ir e vir. Se você sai na rua com seu namorado para caminhar, encontra um estado de guerra. É um Estado militarizado."
Camila Vallejo durante conversa com jornalistasapós o depoimento na Comissão de Direitos
Humanos na Câmara (Foto: Naiara Leão / G1)
Em Brasília, Camila participou de manifestação da União Nacional dos Estudantes (UNE) que defendeu investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação.
Atualmente são investidos cerca de 5%. O protesto da UNE também pediu que 50% do fundo social do pré-sal sejam repassados somente para a educação e que as taxas de juros brasileiras sejam reduzidas.
A estudante chilena Camila Vallejo em audiênciacom o presidente da Câmara, Marco Maia (Foto:
Naiara Leão / G1)
Camila Vallejo denunciou também casos de tortura que, de acordo com ela, não são denunciados no Chile por medo. "Há relatos de choques elétricos nas mãos e assédio sexual por parte de policiais. Essas coisas não saem na imprensa porque os estudantes têm medo de denunciar, principalmente os do interior."
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Camila criticou ainda o que chamou de "violência verbal" por parte das autoridades chilenas. "Há todo tipo de violência verbal quando dizem que somos delinquentes e inúteis, responsáveis pelos ferimentos e mortes nas ruas de Santiago."
A líder estudantil chilena Camila Vallejo durante manifestação nesta quarta-feira (31) em Brasília (Foto: Elio Rizzo/Futura Press)
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